terça-feira, 31 de março de 2009

Frase

"É mais fácil roubar criando um banco do que assaltando um".
Bertold Brecht

Geração J

A geração que nos governa é a dos enteados do salazarismo, afilhados do marcelismo, crianças do PREC, cheios de expedientes e carregados de gel e de sucesso pessoal. Enterrou a geração dos resistentes à ditadura e prepara-se para acolher a geração J.
Esta geração J nasceu em democracia, foi fabricada nas juventudes dos partidos, fez a sua formação cívica na "Juve Leo", nos "No Name Boys" e nos "Super Dragões", não aprendeu grande coisa nos colégios nem nas universidades privadas e está a tirar o tirocínio em gabinetes de ministros e secretários de estado.
A geração J não fugiu aos impostos nem pagou sisa porque nunca trabalhou e vive em casa dos seus pais. Não fez a tropa, não casou e vai governar o País em breve, depois de ir à República Dominicana no fim de curso e ter a noção do mundo que a administração Bush facilita.
A geração J ganhou experiência de vida na catequese, ou nas discotecas, é impulsiva e irreflectida, capaz de erros graves, antes de acertar. Falta já pouco para a conhecermos melhor e a vermos em todo o seu esplendor. Ficaremos então cientes do seu valor.
Queira Deus abençoar Portugal.
Joaquim Letria

E eu acrescento, não é só a geração que nos governa. É, também, a que está em altos cargos de gestão e direcção em empresas públicas e privadas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Te perdi... te encontrei

Te procurei, não achei;
Te achei e te perdi;
Te perdi, mas encontrei
Agora fique...
Não quero mais te perder,
Te perdendo, perderei tudo.
Rozeli Mesquita

Estamos bem entregues

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra, tem esta brilhante composição: inclui países como a China e a Arábia Saudita, dois dos campeões mundiais do combate à aplicação da pena de morte e da defesa intransigente dos mais elementares direitos cívicos e políticos. E ainda o Paquistão. E o Egipto. E até Cuba. Um quadro idílico, que nos deixa a todos mais tranquilos. Por mim, só tenho uma pequena reclamação a fazer: faltam lá pelo menos quatro países para a defesa dos direitos humanos à escala mundial ser ainda mais completa. Refiro-me ao Sudão do suave benemérito Omar al-Rashid. Ao Irão do doce pacifista Ahmadinejad. Ao Zimbabué do delicado humanista Mugabe. E, naturalmente, à Coreia do 'Querido Líder' Kim, esse extremoso democrata.
Feita esta ressalva, só posso concluir: estamos bem entregues.
Pedro Correia in "Blog Delito de Opinião"

COMPUTADOR MAGALHÃES NÃO AGRADA A ESTUDANTES CABO-VERDIANOS


Definitivamente, o Magalhães está condenado ao fracasso, apesar do envolvimento pessoal de Sócrates na sua campanha comercial e agora também de José Maria Neves e do seu governo. Em Portugal foi um fracasso. A maior empresa nacional na venda de equipamentos informáticos acaba de anunciar que vai deixar de importar o Magalhães porque os estudantes cabo-verdianos não o querem. Preferem gastar mais e ter um portátil a sério
Praia, 26 Março - “O computador Magalhães não tem sido um sucesso de venda no seio dos estudantes” em Cabo Verde, fez saber uma das maiores empresas do País que vende equipamentos informáticos, a SOPROINF, através de um comunicado divulgado. Por esta razão, diz aquela empresa, “vão parar definitivamente de o importar”.
Para o director Comercial daquela empresa, Hugo Fonseca, “está provado que os alunos querem computadores de Ecran 14 ou 15, e não 8.9”. Por isso, “o famoso Magalhães de que tanto se fala” não tem sido o preferido dos estudantes cabo-verdianos. Os estudantes preferem gastar um pouco mais e ter um portátil melhor.
Esta declaração da SPROINF é feita na sequência de um balanço de três meses de campanha ´Cada Aluno, um Portátil´. Segundo a empresa, essa campanha, que tem decorrido em todas as ilhas do país, está a ser um sucesso, pois tem uma “aceitação massiva dos alunos e professores”. E tudo indica que a meta determinada pela empresa de atingir um em cada 10 alunos, será conseguida até finais deste ano.
Segundo Hugo Fonseca “o número de portáteis vendidos até agora está dentro do que se estabeleceu como meta”. O Próximo passo, segundo o comunicado será “fornecer os portáteis já com ligação a Internet sem fio.
in "Liberal-Cabo Verde"

quarta-feira, 25 de março de 2009

Os novos pobres


A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do BCP que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho. A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.
JN 2009-03-10

domingo, 22 de março de 2009

UM LUGAR ESTRANHO

Um árbitro de um jogo de bola em que se disputava uma taça confessou publicamente, numa televisão, que se enganou quando marcou uma "grande penalidade". Se bem entendi, esse erro determinou que a referida taça ficasse na posse da equipa que beneficiou daquela marcação. Em direito, chama-se a isto um vício na formação do acto. Repetem o jogo ou partem a taça ao meio? O futebol é um lugar estranho.
Publicada por João Gonçalves em 22.3.09 (Blog"Portugal do Pequeninos)

sábado, 21 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cuba Libre (?)

«É algo que marca a minha geração: ter visto, como testemunha, o processo de frustração e de desilusão dos nosso pais.
É como uma vacina contra a utopia»
Yoani Sanchez (Blog Geration Y) Entrevista em "Selecções do Reader's Digest"

Eça de Queirós

«Este Governo não cairá, porque não é um edifício
Sairá com benzina, porque é uma nódoa»
Eça de Queirós "O Conde de Abranhos"